“Drogas ilícitas” podem ser benéficas?
O governo do Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales) caminha para a aprovação de constituintes químicos da Cannabis sativa (maconha) para o tratamento dos sintomas de esclerose múltipla, uma doença degenerativa sem cura. O medicamento, um spray contendo tetraidrocanabinol e canabidiol, foi desenvolvido durante 10 anos pela empresa GW pharmaceuticals e foi submetido em 20 de maio para aprovação pelos órgãos reguladores do Reino Unido e da Espanha. O medicamento reduz a intensidade de espasmos induzidos pela doença.
Embora um volume considerável de pesquisa médica tenha sido desenvolvido com os constituintes da Cannabis desde os anos 1950-1960, a utilização dos constituintes da planta como medicamento ficou restrita devido ao preconceito associado ao consumo da maconha. Pesquisadores de doenças neurológicas, bem como médicos psiquiatras e psicoterapeutas, acreditam que outras drogas poderiam ser muito úteis para o tratamento de doenças psicológicas, como a dietilamida do ácido lissérgico (LSD) e a 3,4-metilenodioxi-N-metanfetamina (ecstasy). Investigações com o LSD estão sendo desenvolvidas na Suiça há 30 anos.
Artigo que discute os vários aspectos deste assunto foi publicado na edição de junho/2009 da revista “Chemistry World”, editada pela Royal Society of Chemistry, e pode ser lido aqui.

