Química de Produtos Naturais

Avaliação do ensino superior

Publicado em educação, informação por Roberto em 31/08/2009

Hoje foi “o dia”. Notícias veiculadas no jornal “Folha de São Paulo” apresentam os resultados da avaliação da instituições de ensino superior do Brasil.

MEC divulga avaliação das instituições de ensino superior

“Só 1% das universidades obtém conceito máximo de qualidade no MEC” (Folha se S. Paulo e Estado de S. Paulo)

Nove instituições de ensino superior podem ser descredenciadas pelo MEC

É louvável a avaliação criteriosa do MEC, em só considerar 1% das instituições de nível superior com nota máxima. Porém, mais de 300 instituições de ensino superior não participaram da avaliação, seja por falta de participação dos alunos na avaliação, ou pelo fato de algumas instituições estarem em desacordo com a metodologia de avaliação utilizada.

Universidades e trabalhos científicos

Publicado em ciência, educação, informação por Roberto em 31/08/2009

Outra classificação foi realizada pelo Higher Education Evaluation & Accreditation Council of Taiwan (veja aqui) utilizando como critérios a citação de trabalhos científicos das bases de dados do Thomson Institute for Scientific Information, e posiciona as brasileiras da seguinte maneira (dentre 500):

Universidade de São Paulo – 78

Universidade Estadual de Campinas – 288

Universidade Federal do Rio de Janeiro – 331

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – 422

Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – 437

Universidade Federal de Minas Gerais – 476

Universidade Federal de São Paulo – 485

Classificação de 6000 universidades

Publicado em ciência, educação, informação por Roberto em 31/08/2009

Nova classificação do “Ranking Web of World Universities” de 6000 universidades de todo o mundo posiciona as universidades brasileiras, dentre as quais a Universidade de São Paulo aparece em 38º lugar (veja aqui). A classificação das universidades do Brasil dentre as 1000 melhores classificadas é a que segue:
38º – Universidade de São Paulo
115º – Universidade Estadual de Campinas
134º – Universidade Federal de Santa Catarina
152º – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
196º – Universidade Federal do Rio de Janeiro
204º – Universidade de Brasília
241º – Universidade Federal de Minas Gerais
269º – Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (UNESP)
352º – Universidade Federal do Paraná
354º – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
419º – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
422º – Universidade Federal da Bahia
503º – Universidade Federal do Ceará
517º – Universidade Federal Fluminense
522º – Universidade Federal de Pernambuco
566º – Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
733º – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
759º – Universidade Federal de São Paulo
768º – Universidade do Vale do Rio Dos Sinos
773º – Fundação Getulio Vargas
777º – Universidade Estadual de Maringá
807º – Universidade Federal de Lavras
856º – Universidade Federal de Viçosa
862º – Universidade Federal de Uberlândia
870º – Universidade Federal de Goiás
900º – Universidade Federal de São Carlos
909º – Universidade Federal de Santa Maria
949º – Centro Universitário Senac Servico Nacional de Aprendizagem Comercial
981º – Pontificia Universidade Católica de São Paulo
984º – Universidade Estadual de Londrina
990º – Universidade Federal da Paraíba
998º – Universidade Federal do Pará
Observa-se que, dentre as 32 universidades brasileiras melhores classificadas, apenas 5 são privadas. Ou seja, o ensino superior público brasileiro ainda é, de longe, muito melhor do que o ensino particular. Pergunta: não seria melhor o governo brasileiro considerar seriamente a possibilidade de investimento maciço na educação pública superior, em vez de dar dinheiro para as particulares através do Prouni? Afinal, uma formação de profissionais brasileiros com nível superior diferenciado não seria melhor do que a formação em massa de brasileiros com nível superior de qualidade questionável?

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Publicado em Uncategorized por Roberto em 30/08/2009

Modelo para Origem da Vida

Publicado em ciência, educação, informação, química por Roberto em 30/08/2009

Físicos da Universidade Rockefeller coordenados por Albert J. Libchaber, elaboraram o primeiro modelo teórico que explica como um sistema de código genetico pode ter surgido a partir de uma mistura de moléculas mais simples, como açúcares, bases nucléicas e aminoácidos. Os autores utilizaram as propriedades intrínsecas destas moléculas para elaborar o modelo proposto.

modelo-tRNA

O modelo teve que levar em conta as propriedades e funções das moléculas de RNA de transcrição (tRNA), bem como o fato de que, quando surgiram, tais moléculas não deveriam exercer estas mesmas funções. Os autores escolheram dois aminoácidos considerados “primitivos”, dois modelos de tRNA também considerados primitivos e um “formato” (template) de RNA com dois códons complementares. Fazendo com que os componentes do sistema “trabalhassem em conjunto”, verificaram que as moléculas presentes passaram a trabalhar como pudessem se reconhecer mutuamente. Desta forma, as unidades de tRNA demonstraram capacidade de atuar como atua o tRNA em células, ou seja, na transcrição do genoma e elaboração de cadeias de proteínas.

O modelo proposto é o primeiro a sugerir uma abordagem de como a vida poderia ter iniciado na Terra.

A artigo “Emergence of a Code in the Polymerization of Amino Acids along RNA Templates”, por Jean Lehmann, Michel Cibils e Albert Libchaber, pode ser “baixado” de graça, aqui.